Palestras de Saude – Grupo Saude e Vida
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Antraz
Autor admin
Pode se verificar que existem relatos da doença desde a antiguidade. Na Bíblia, no livro de Gênesis, a quinta praga descrita que matou o gado egípcio assemelhava-se à Antrax. A doença também é citada em escritos antigos de hindus, gregos e romanos.
A bactéria do antraz foi nomeada a partir da palavra grega para o carvão- “anthrakis” – por causar lesões escuras como o carvão quando infecta a pele. A vida da bactéria na história e a etiologia da doença que ela provoca foram descobertas na metade do século dezenove por Robert Koch, um bacteriologista alemão que postulou a teoria de que a doença seria causada por um germe.
O antraz é uma doença infecciosa aguda provocada pela bactéria Bacillus anthracis. Sua ocorrência é mais comum em mamíferos de pasto como bois e carneiros. O homem geralmente só é infectado quando é exposto a animais contaminados, ou quando tem contato ou consome carne e derivados de animais contaminados. Em ataques bioterroristas o contato na maior parte das vezes acontece pela pele ou por inalação.
Os sintomas dependem da forma como a infecção foi contraída. Pela pele, inicialmente aparecem coceira e pequenos inchaços que com o tempo podem se tornar ulcerações. Por inalação, no início os sintomas são semelhantes aos da gripe. Em poucos dias a doença pode resultar em complicações respiratórias graves e matar. Por ingestão, nos primeiros dias a pessoa tem náuseas, perda de apetite, febre e vômitos. Quando se agrava, a doença provoca dores abdominais e vômitos de sangue.
Entre os obstáculos para a fabricação de armas a partir do antraz está a escolha das subespécies adequadas do esporo. Especialistas afirmam que existem inúmeras subespécies da bactéria Bacillus anthtracis e que apenas algumas são letais.
Dessa maneira, um possível bioterrorista teria de combinar legiões de microorganismos letais – uma tarefa extremamente perigosa – e reunir as bactérias frágeis para que elas se formem em seu estado latente e estável (os esporos).
Como existem pouquíssimos casos de antraz entre humanos e como seria anti-ético expor deliberadamente humanos à bactéria para testes, pouco se sabe com certeza a respeito do tratamento das pessoas expostas a ela. No entanto testes com animais oferecem algumas possibilidades.
Uma ampla diversidade de antibióticos pode eliminar a bactéria do antraz, mas somente caso seja receitada antes do surgimento dos sintomas. Até então a bactéria já terá lançado enormes quantidades de toxinas letais no corpo humano.
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novembro 11, 2008 -
Medicina Preventiva -
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